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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Diário da ansiosa – Andamento do tratamento


Desde o retorno ao psiquiatra não falo do meu progresso. Correria, pouco tempo, muito trabalho, enfim, seguem algumas considerações:

- As pontadas no corpo desapareceram, dormências e sensações de queimação nos pés e nas mãos também passaram (as chamadas parestesias). 
- As moscas volantes estão aqui ainda, mas estão mais raras, não as vejo o dia todo mais. Vejo somente quando há muita claridade e, ainda assim, não é sempre. 
- As tonturas melhoraram. Não posso dizer que sumiram de vez, porque vez ou outra, me pego flutuando por aí. Acredito ser efeito da minha hipoglicemia, porque acontece geralmente quando estou há um tempo sem comer. 
- As dores nas pernas, a perna puxando, também sumiram. De vez em quando sinto algo, mas acredito ser efeito da carga intensa de exercícios que faço diariamente.
- A falta de ar não está presente na maior parte do tempo. Ela aparece mais quando deito para dormir e começo a pensar a existência do universo.
- TOC e pensamentos obsessivos: quase zerados. Ainda continuo obcecada por limpeza, mas tenho tido momentos racionais e de muita lucidez, rs.
- Um pouco de insônia durante à noite, pesadelos continuam. Comprei o tal filtro dos sonhos para ver se melhorava, melhorou bem pouco. Talvez seja psicológica a melhora.
- Sono, MUITO sono durante o dia. Mesmo tendo dormido durante à noite. Sono de dormir em pé. Não é uma leve sonolência, é quase uma narcolepsia. Não me sinto cansada, consigo fazer mil coisas durante o dia, mas esse sono... Esse sono eu não tinha na minha época ansiosa, então acredito ser efeito do remédio mesmo. Na bula consta "sonolência". Mas entenda como "não conseguir ficar acordada de pé de manhã no metrô".

Hoje tenho retorno no Endocrinologista. Ele vai pedir exames novamente para ver se o remédio alterou alguma coisa e se minha vitamina D voltou ao normal, checar minha glicemia etc. Vou pedir um encaminhamento para a nutricionista, agora que entrei na linha, estou pronta para minha dieta para hiperinsulinêmicos HARD. (Mas sem Glucerna, por favor) – depois explico aqui o que é o tal do Glucerna.

O remédio só tem feito coisas boas por mim, apesar dos efeitos colaterais, que agora estão mínimos. Acredito ter que tomar por uns seis meses e fazer redução gradativa da dose. O Buspirona causa dependência zero. O escitalopram causa alguns efeitos no desmame, os mesmos que apresentamos quando começamos a tomar. Mas não estou preocupada ou desesperada.

O meu pessimismo, apesar de sempre presente, também diminuiu. Mas a ansiedade diante de circunstâncias e eventos ainda é ENORME. Dessas incontroláveis de roer unha, osso, tendões... Acho que essa mesmo não tem cura, apesar de exercermos um certo "controle". Controle entre aspas mesmo, porque só aparentamos estar controlados, quando, na realidade, estamos em enlouquecidos por dentro.

Vou pedir uma guia para consulta com Psicólogo. Quero ver se com a terapia, futuramente, o desmame do remédio fica mais fácil.

Meu conselho para quem tem ansiedade: nenhum. Quem tem ansiedade não ouve conselho. Se ouve, é momentaneamente, logo o TOC faz os pensamentos obsessivos voltarem. Mas se pudesse falaria: não se desespere, tudo, tudo vai passar. :o)

Beijos e até a próxima!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Moscas Volantes



A percepção de pequenas manchas ou nuvens movimentando-se dentro do campo de visão constituem as chamadas “moscas volantes”. Geralmente são vistas quando se olha para um fundo claro, como uma parede branca ou um céu azul. Na realidade, as moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido gelatinoso, que preenche o interior do olho.
Estes objetos dão a impressão de estar diante do olho, mas de fato estão flutuando lá dentro. O que se vê são as sombras projetadas sobre a retina, a camada do fundo de olho que percebe a luz e envia o estímulo luminoso até o cérebro. As moscas volantes podem assumir formas diversas, como pequenos pontos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha.

O que causa as moscas volantes?

Uma causa comum de moscas volantes é o descolamento do vítreo posterior, o qual pode ocorrer como um processo degenerativo relacionado ao envelhecimento.O processo resulta do espessamento ou contração do gel vítreo, formando grumos ou filamentos dentro do olho. Ao se afastar da parede posterior do olho, o gel vítreo provoca o que conhecemos como descolamento do vítreo posterior.
O descolamento do vítreo posterior ocorre com maior frequência nas pessoas míopes, nos pacientes submetidos à cirurgia de catarata ou à aplicação de laser YAG após cirurgia de catarata, e naqueles que sofreram algum tipo de inflamação ocular.

As moscas volantes são graves?

As “moscas volantes” tornam-se mais frequentes à medida que envelhecemos. O aparecimento de moscas volantes pode causar uma certa apreensão, sobretudo se surgem de repente, entretanto nem todas as moscas volantes são graves. Se o processo se limitar ao vítreo, as moscas volantes podem atrapalhar a clareza da visão, o que pode ser bastante desconfortável, especialmente quando se está lendo, mas não ocasionarão nenhum problema de maior gravidade. Nestes casos, movimentar os olhos, olhando para cima e para baixo, pode ajudar a afastar as moscas volantes do campo de visão que, com o passar do tempo, deixarão de ser tão perceptíveis.
O que preocupa no aparecimento das moscas volantes é a possibilidade de ocorrer uma rasgadura da retina.  Em muitos casos a rasgadura da retina é acompanhada de sangramento para dentro da cavidade vítrea, perceptível sob a forma de moscas volantes ou turvação da visão.
Um buraco na retina é uma condição extremamente grave, já que pode evoluir para um descolamento de retina. A percepção de mosca volante, mesmo que única, de clarões no campo de visão ou a perda da visão lateral devem ser investigadas o mais rápido possível através de um exame com o oftalmologista.

Descolamento vítreo posterior (DVP)Ultrassom- opacidades vítreas e DVP

Este exame, chamado de mapeamento de retina,  requer a  dilatação da pupila, o que poderá dificultar ou impedir as atividades cotidianas por algumas horas. O oftalmologista observará com cuidado o vítreo, a retina e principalmente a parte mais periférica da retina, procurando eventuais lesões que o descolamento do vítreo posterior (DVP), possa ter causado à retina.
Além do mapeamento de retina, a avaliação do vítreo e da retina poderá ser complementada por meio da ultrassonografia ocular, um exame não invasivo, de grande importância no estudo desta condição.

Rasgadura da retinaDescolamento de retina

O que causa clarões de luz?

Clarões de luz ou relâmpagos podem ser vistos quando o gel vítreo traciona a retina. É a mesma sensação de “ver estrelas”, experimentada quando se aperta o olho. O aparecimento súbito de clarões de luz é um sintoma que deve ser investigado imediatamente, devido ao risco de que alguma lesão da retina possa ocorrer.

O que pode ser feito com as moscas volantes?

Em geral, as moscas volantes não necessitam tratamento. Algumas delas podem permanecer no campo de visão, porém muitas diminuem ou desaparecem com o tempo, deixando de incomodar. Nos casos de opacidades densas, causando grande desconforto ou comprometimento da visão, a remoção das opacidades vítreas por meio de procedimento cirúrgico (vitrectomia via pars plana), pode ser considerada.
Também, nos casos em que o descolamento do vítreo vier a causar alguma lesão da retina, o oftalmologista orientará o tratamento que poderá consistir na aplicação de laser para bloqueio da lesão. Nas situações de maior gravidade, que tenham evoluído para um descolamento de retina, o tratamento possivelmente será uma cirurgia a ser realizada o mais rápido possível para evitar um maior comprometimento da visão.

Enxaqueca

Algumas pessoas observam clarões de luz na forma de linhas recortadas ou “ondas de calor” em ambos os olhos, que podem durar de 10 a 20 minutos. Este tipo de clarão é habitualmente causado por um espasmo ou uma contração dos vasos sanguíneos do cérebro, não sendo portanto de origem ocular.
Se os clarões forem acompanhados por dor de cabeça, tem-se uma condição conhecida como enxaqueca. Porém, linhas recortadas ou “ondas de calor” podem ocorrer sem dor de cabeça. Neste caso, os clarões de luz são chamados de enxaqueca oftálmica, ou enxaqueca sem dor de cabeça.

Moscas Volantes e Ansiedade

Assim como diversos outros sintomas que surgem quando estamos ansiosos, os nossos olhos também apresentam alterações. As moscas volantes são mais comuns em pessoas míopes e podem fazer parte da visão sem que percebamos. Contudo, quando ficamos ansiosos, as moscas podem se tornar mais visíveis, justamente por estarmos em constante estado de alerta a qualquer mínima modificação do corpo, fazendo com que tudo que nos for ligeiramente estranho passe a ser um incômodo constante. 
Apesar de ser algo comum a pessoas acima de 45 anos, as moscas volantes podem aparecer na visão de pessoas jovens e têm aparecido cada vez mais devido ao uso contínuo de computadores, tablets e smartphones, sem que exista um limite ou um descanso para a retina. E podem tanto surgir com a ansiedade como ser a causa dela. Paredes brancas, lugares claros, o céu durante o dia são propícios para o avistamento das temidas moscas.

Olho seco

Comum, assim como as moscas volantes, o olho seco também é uma constante nos consultórios ofalmológicos. O clima é um dos fatores desencadeantes, mas o uso de medicamentos para depressão e ansiedade, bem como a própria ansiedade, também podem desencadear olhos secos. As mulheres têm uma probabilidade maior devido aos hormônios, ao uso de anticoncepcional e à maquiagem. 
É recomendado uso de colírio, lágrimas artificiais para manter o olho lubrificado e não causar nenhuma infecção.




domingo, 18 de outubro de 2015

Sinais e Sintomas da Ansiedade

Define-se ansiedade como um estado de humor desconfortável, uma apreensão negativa em relação ao futuro ou uma inquietação interna desagradável. Ela pode ser considerada normal ou patológica, sendo esta uma decisão subjetiva do médico, que deve avaliar a intensidade, a duração, a frequência e o prejuízo causado na vida do paciente.

Seguem abaixo os principais sinais e sintomas da ansiedade:

Somáticos

Autonômicos

Taquicardia
Vasoconstrição
Sudorese
Aumento do peristaltismo
Náusea
Midríase
Piloereção

Musculares

Dores
Contraturas
Tremores

Cinestésicos

Parestesias
Ondas de calor
Calafrios
Adormecimentos

Respiratórios

Sufocação
Sensação de Afogamento
Asfixia
Falta de ar

Visuais

Turvação da visão
Olhos secos

Psíquicos

Tensão
Nervosismo
Apreensão
Mal-estar indefinido
Insegurança
Dificuldade de concentração
Sensação de estranheza
Despersonalização
Desrealização

Fonte: MARI, Jair de Jesus, RAZZOUK, Denise, PERES, Maria Fernando Tourinho e DEL PORTO, José Alberto. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar Unifesp/ Escola Paulista de Medicina – Psiquiatria. Manole: São Paulo.