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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Sobre os sintomas da ansiedade


Olá, classe.

Hoje eu tô aqui para falar novamente sobre os sintomas que eu tenho quando estou em crise de ansiedade (porque ansiosa eu estou o tempo inteiro). Eu já falei sobre esse assunto aqui mais de uma vez, mas queria falar novamente, porque sempre é bom mostrar para que as pessoas se identifiquem.

Falta de ar: Esse é meu primeiro sintoma, eu tenho muita falta de ar, começo hiperventilar, respirar curto ou fazer muita força para respirar fundo. Parece que meus pulmões estão entrando em colapso. Geralmente, quando o médico mede o oxigênio, está bom e o pulmão não tem chiado. Isso é um sinal que a falta de ar é consequência da ansiedade.

Suor: Suor, frio de preferência. Acompanhado daquela quentura que vai dos pés à cabeça.

Tremor: Mãos e pernas tremendo, pernas desobedecendo, sensação de fraqueza.

Pontadas: Pontadas e alfinetadas em várias partes do corpo. Pernas, braços, barriga. 

Tontura: Sensação de estar flutuando, como se tivesse pisando em nuvens.

Visão turva: Sensação de que não estou enxergando, como se tivesse algo embaçando minha visão.

Coração acelerado: A milhão mesmo, como se fosse sair da boca.

Formigamento: Nos braços, nas mãos e pernas. Às vezes no rosto.

Dor na barriga: Como uma cólica, junto com um enjoo.

Falta de fome: Quando estou ansiosa não consigo comer nada. Posso ficar assim por dias. Antigamente, quando era bem mais magra, virava um palito.

Insônia: Dormir? Impossível. Quando durmo, tenho pesadelos ou paralisia do sono.

Moscas volantes: Aqueles pontinhos pretos na visão, sabe? Em períodos de mais ansiedade, eles são mais aparentes. Ah, estão em um olho só, sabe-se lá por quê.

Tremor nas pálpebras: Espasmos nos olhos. Às vezes só em um, às vezes nos dois. Às vezes até no nariz e na boca. 

Sensação de estar sumindo: Como se um buraco estivesse aberto e você estivesse entrando nele, tudo ficando escuro e você estivesse sumindo.

Tristeza e vontade de chorar sem motivo aparente: Tudo está ok. Mas eu choro muito, sem necessariamente precisar de algo concreto.

Essas são algumas coisas principais que consigo lembrar. E você, quais são os seus sintomas? 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Doenças mentalmente transmissíveis




Sempre que eu vejo alguém com uma doença, eu acho que ou eu também tenho ou posso ter. Mesmo que seja a Febre do Nilo Oriental. Quando leio notícias sobre morte, AVC e trombose causados por anticoncepcionais, eu fico neurótica. Passo dias lendo coisas no Google até me acalmar (o que nunca ocorre por completo). 
Notícias de pessoas jovens que morreram de infarto durante a prática de exercícios também me deixam nervosa. Hoje mesmo vi uma notícia de uma moça que morreu fazendo aula de zumba (eu teria que morrer antes para conseguirem me arrastar para uma aula dessas), mas eu também pratico exercícios físicos e já fiquei encucada. Marquei cardiologista, só tinha para dezembro, quase um mês de espera dolorosa, sintomas estranhos (porque eles vão aparecer, eu já fiquei com falta de ar só de ler a notícia).
A gente não quer olhar no Google, mas enquanto a gente não olhar no Google e não pesquisar a internet INTEIRA, a gente não sossega. É como se fosse um alimento à mente.
Claro, que é importante fazer exames de rotina, se prevenir etc., mas cair na neura de que tem tudo quanto é doença já é um indício de ansiedade fora do comum. Algumas pessoas possuem hipocondria, que é o transtorno na sua forma mais grave e precisa de tratamento. Outras são tomadas pelo pânico ou pela ansiedade generalizada, que são igualmente graves e precisam de tratamento específico. 
Tem dias que eu acordo achando que minha perna não responde aos estímulos do corpo, que esta semiparalisada (porque andar consigo, né), mas que está "estranha", acontece às vezes com a direita, às vezes com a esquerda. Quando minha cabeça dói, duas opções passam pela minha mente: ou é AVC ou é um tumor maligno. E nem é proposital, parece que minha mente está condicionada a pensar esse tipo de coisa. Meu otimismo dura alguns segundos e os pensamentos ruins voltam.
A ansiedade nos faz ter sintomas das mais diversas doenças. Como quando vemos uma cena de um filme em um ambiente claustrofóbico e sentimos aflição. Quando vejo alguém com uma determinada doença, no outro dia eu acordo com os sintomas. Quando, certa vez, em um exame meu constou neutropenia (número baixo de neutrófilos), que depois descobri que foi efeito de um medicamento, eu já corri pesquisar o que era, a principal causa era o uso de certas substâncias (uma delas presente em um medicamento que tomei), mas já comecei a pensar várias coisas. Poderia ser um tipo de leucemia. Sem contar que, com a imunidade baixa, eu poderia adquirir diversas outras doenças, como ebola.
Aliás, na época do surto do ebola, eu tinha medo de usar o transporte público, assim como na época do de H1N1. Moscas volantes? Cegueira, esclerose múltipla, alguma outra doença autoimune, já sei, Lúpus! Dor nas costas, tumor maligno ósseo. Dor de dente, câncer bucal. Queda de cabelo, alopecia. Enjoo qualquer, gravidez. Cansaço, leucemia, esclerose múltipla, doenças autoimunes, doenças cardíacas. Manchas roxas, leucemia. Dor na barriga ou estômago, câncer. Dormência, infarto, esclerose múltipla, AVC. A lista é interminável.

E essa preocupação excessiva está presente em todas as áreas. 
Se alguém não atende telefone: algo muito ruim aconteceu.
Se alguém demora a responder uma mensagem: algo muito ruim aconteceu. 
Se alguém sai e demora a chegar: algo muito ruim aconteceu.
Se alguém vai viajar, penso no pior na estrada/ no voo.

E o pessimismo e a preocupação excessivos são infinitos, possuem vertentes, suas próprias filosofias e me acompanham em todos os lugares, de todas as formas, em todos os assuntos.

Minha vó disse "minha filha, o dia que você tiver que morrer, não vai estar nem pensando nisso". E é por isso que eu penso nisso todos os dias.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Armário número 5





Olá, terráqueos!

Estive em férias, acabei me estressando mais do que deveria e nem vim aqui!

Bom, hoje estou de volta ao armário número 5, após 20 dias de férias, mais ou menos dormidas e aproveitadas. Primeiro que eu não sei se sou capaz de aproveitar algum momento da minha vida já que: trabalho me estressa, pessoas me estressam, férias me estressam, viagens me estressam, tudo me  estressa. Férias me estressam porque eu fico pensando na volta e contando os dias, eu passei vários dias entediada querendo trabalhar na primeira semana, sentindo que estava fazendo algo errado ficando em casa (pasmem). A viagem me estressou por conta de ônibus, horários, dieta quebrada, sem conseguir ir à academia, o planejamento me estressa, a viagem me estressa, o percurso me estressa. Resumindo: minhas férias acabaram e eu continuo estressada.
Como uma boa ansiosa, sabendo que as coisas sempre podem piorar, elas pioraram um pouco ao final das minhas férias, parecia que tudo estava desabando, perdi sono, comecei a me alimentar errado, estressei com uns pormenores (a mulher que foi molhar minhas plantas enquanto eu viajava usou minhas coisas, tomou banho na minha casa, sendo que é vizinha) entre outras coisinhas que não vale a pena colocar no diário. 
Tive que marcar retorno ao psiquiatra para amanhã, porque meu remédio está no fim e, espero eu, que continue com a mesma dose (já é a máxima), porque eu temo que ele diminua e eu piore mais ainda.

Vamos falar da ansiedade, então! 

Uma coisa que me irrita muito (além de tudo, porque tudo me irrita) é as pessoas acharem que EU POSSO CONTROLAR MINHA ANSIEDADE, porque não, eu não posso controlar, se eu pudesse controlar não estaria pagando 300 reais em remédio de uso controlado que afeta meu sistema nervoso e meus hormônios, cês não acham? "Você precisa ser menos nervosa", "Você precisa relaxar!", "Calma!", "Você é muito ansiosa". Porrãn, sérião? Sérião que eu tô em 2016 ouvindo isso ainda? O que eu preciso e o que é possível são duas coisas diferentes. É a mesma coisa que dizer para um etíope com fome "Você precisa comer" E NÃO DAR COMIDA PRA ELE ou então "Você tem muita fome, você precisa ter menos fome!". Entende??? Não é uma coisa que se pode mandar, é inerente ao corpo, faz parte da gente. E isso tem me irritado mais ultimamente.
Outra coisa que tem me tirado do sério são os problemas alheios, as pessoas PESAM demais! Elas jogam os problemas nas nossas costas e falam, falam, falam, são repetitivas, são cansativas, são redundantes. Todo mundo tem problemas, cabe a cada um carregar o seu, claro que a gente sempre pode pedir a alguém que nos ajude a carregar o peso, MAS NÃO COLOCAR O PESO TODO NAS COSTAS DOS OUTROS! Algumas pessoas são egocêntricas e egoístas e acham que o problema delas é o pior de todos no mundo e, adivinha: NÃO É! Eu tento entender o lado do ansioso, que poucas pessoas conseguem entender, mas fica difícil à medida que ele começa a viver 24 horas para falar do mesmíssimo problema, sem deixar as pessoas respirarem. Vamos ter mais empatia, mas precisa ter um pouco de reciprocidade também!
As moscas volantes sumiram nas minhas férias, claro, só fiz um freela de revisão na primeira semana e depois nem fiquei na frente do computador. A falta de ar piorou algumas vezes, sensação de sufocamento e angústia também, principalmente durante a viagem que fiz, de 14 horas (a Diamantina/MG). 

Esse blog fez um ano com mais de 20 mil visitas e muitos agradecimentos! Espero continuar ajudando os amigos acelerados descompensados e ansiosos da vida! Que todos os lerdos sumam da nossa frente, Amém! 




Olhei para o meu armário hoje e o que mais me deu medo não foi enfrentar todo o trabalho que tenho pela frente, mas, sim, ter que dar satisfação das minhas férias, como foram, o que fiz, como passei, se estou preparada para voltar a trabalhar etc. etc. etc., todas essas baboseiras que as pessoas gostam de perguntar mesmo que algumas respostas sejam óbvias, o Seu Saraiva que habita em mim fica nervosíssimo e com tiques nervosos. 

Bem, se eu estou preparada? Amigos, um ansioso está sempre preparado, eu estava me preparando para esse dia desde o primeiro dia de férias, o que não quer dizer necessariamente que eu vá reagir bem, afinal, as pessoas estão esperando que eu sente à mesa e conte histórias engraçadas e diga "que pena que acabaram", mas tudo que eu quero fazer é gritar até doer a garganta na cara dessas pessoas, mesmo que sejam amigas próximas, e dizer "NÃO INTERESSA, EU SÓ QUERO PAZ, SÓ QUERO FICAR QUIETA NO MEU CANTO". Mas eu respondi "Foi tudo ok, hehe, férias, né, acabaram, fazer o quê, descansei sim, dormi, hehe, viajei" sentindo internamente meus órgãos atrofiarem, como se eu estivesse em uma morte dolorida e lenta.

Mas, no geral, tudo bem sim. Manda mais ansiedade que tá pouco!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Moscas Volantes – O retorno!



Lembram-se delas? Pois bem, elas nunca te esquecem. Pelo menos é o que a oftalmologista disse.

Em uma consulta, questionei a oftalmologista, disse que as "moscas volantes" (pontinhos que flutuam, principalmente quando está muito claro ou em paredes brancas) não iam embora. E, pasmem, ela disse que: ELAS NÃO VÃO, você só vai se acostumar com elas.

Mas, Natália, e a ansiedade? Simples. A ansiedade nos deixa alerta o tempo todo. Nós prestamos atenção na respiração, no piscar dos olhos, nas batidas do coração... e por que não nas moscas volantes?

De acordo com a médica, conforme vamos envelhecendo, o vítreo se desloca, fazendo uma sombra na retina. Isso não é grave, a não ser que comecemos a ver flashes de luz mais intensos, o que pode significar algum dano na retina, mas isso é mais raro. No geral, principalmente quem força muito a vista, trabalha em computador e tem miopia é mais propenso a ter as temidas moscas. Parece que com a idade isso só tende a piorar... bom, o jeito é acostumar (difícil para quem é ansioso!), mas posso dizer, por experiência própria, que elas já não me incomodam tanto.

Pois bem, amigos preocupados e hipocondríacos (como eu) ou seria "cybercondríacos", podem ficar sossegados, as moscas são inofensivas!

Até!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Diário dos 40 dias de Escitalopram e Buspirona

Olá, terráqueos!

Ontem fui buscar mais 60 cápsulas de Buspirona (15mg) e Escitalopram (15mg). Acabei de tomar 40 cápsulas. Parece que o período mais difícil já passou. Mas vou contar aqui um pouco do que ocorreu nesses 40 dias de remédio. 

Na semana que antecedeu a consulta ao psiquiatra

Estava passando muito mal, pernas duras, pontadas pelo corpo, moscas volantes, visão embaçada, tonturas, falta de ar. Para chegar à consulta foi um martírio, andava e parecia que estava flutuando. Consulta feita e o veredito: antidepressivo e ansiolítico. Oxalato de Escitalopram, 15mg, dose relativamente alta para quem nunca usou esse tipo de medicação. 

Primeira Semana

A primeira semana foi, certamente, a mais difícil. Muitos, muitos efeitos colaterais. Conheci pessoas que tomavam a mesma medicação sem ter tido nenhum dos efeitos que eu tinha e também muita gente que teve efeitos iguais ou até mais severos. Os sintomas, que combinados com os que eu já tinha, ficaram mais intensos. Muita tontura, visão turva, tremores nas mãos, fome nenhuma, não conseguia dormir, se deitava na cama, queria levantar, se levantava não sabia o que fazer, se deitava, se andava de um lado para o outro, era uma sensação de impotência, estava perdida e não sabia o que fazer. Tive crises de pânico, boca muito seca, pupilas dilatadas, tremores e mais tremores, muita falta de ar, fui parar no Pronto Socorro mais de uma vez. Pensei em parar de tomar o remédio.

Segunda Semana

Na segunda semana, os sintomas continuaram, mas menos intensos. Não tive mais crises de pânico. Ainda tinha a sensação de estar flutuando, com muitas dores nas articulações e sensações de queimação na pele. Muito enjoo e nada de sentir fome. A depressão também melhorou, já não sentia constantemente aquela angústia sufocante. Ao final da segunda semana, tudo começou a melhorar.

Terceira Semana

A terceira semana começou melhor, parei de ir ao PS. Os sintomas amenizaram, fui a uma consulta no neurologista, que só me fez crer que tudo que eu tinha era mesmo ansiedade. Foi quando decidi criar o blog. As pontadas no corpo diminuíram significativamente e a tontura simplesmente sumiu. As dores nas pernas ainda surgiam de vez em quando, mas começaram a reduzir também. As moscas volantes continuavam incomodando, mas, após ir ao oftalmologista, fazer diversos exames acabei descobrindo que era um problema mais comum do que eu imaginava, que poderia se tornar incômodo a quem sofre de estresse, depressão ou ansiedade. 

Quarta Semana

Quase nenhum sintoma, algumas cismas. Parei de pesquisar na internet. Pontadas raramente, uns dias melhores que os outros. Visão melhorou. Tontura não apareceu mais. Porém, notei um pouco de hiperatividade. Não conseguia desligar. Ficar parada assistindo a um programa ou sentar para fazer algo mais monótono. Muita, muita energia, mesmo quando estava moída de cansaço. Porém, o humor estava melhor, não chorei, nem me senti tão angustiada. Alguns pensamentos pessimistas, mas não constantemente e durante o dia MUITO SONO, muito sono mesmo que tivesse dormido a noite toda.

Quinta Semana

Praticamente nenhum sintoma. Nunca mais pesquisei nada. Moscas volantes reduziram um pouco. Pontadas também. Aparecem alguns sintomas nos dias que estou mais ansiosa. Tontura não senti mais, falta de ar praticamente sumiu. Dores nas pernas melhoraram muito, agora só dói quando faço exercícios pesados, como qualquer pessoa normal. Muito ânimo e humor melhor. Não choro ou me desespero há pelo menos 3 semanas. Ainda tenho pesadelos e sensações ruins, mas não posso querer tudo de uma vez.

Hoje

Hoje começo mais 60 cápsulas. Mais 60 passos. Um atrás do outro, sem me precipitar. Vivendo um dia de cada vez. O processo é lento, mas o resultado é inexplicável. Lembro-me de algo que o psiquiatra disse na minha primeira consulta, eu não conseguia parar de tremer as pernas e suava muito. "Você só vai entender quando fizer efeito e você começar a melhorar, mas isso só acontece, pelo menos, depois de 20 dias". 

Aqui estou compartilhando mais uma etapa com vocês. Levei anos com sintomas indo e vindo e seis meses de uma sensação horrível inexplicável para procurar um profissional que trata de saúde mental. Não devemos deixar de lado só porque "é coisa da nossa cabeça", porque o cérebro é algo maravilhoso, mas muitas vezes difícil de lidar, pois comanda todo nosso corpo e nos prega muitas peças. O importante é não sentir vergonha do que sente, buscar ajuda onde conseguir, amigos, familiares, namorado(a), trabalho, animais de estimação, mas, principalmente, quando fugir do controle, ajuda profissional. 

Estou à disposição para quem quiser contar o relato, anonimamente, reservadamente, ou quiser apenas conversar sobre.

Mais um dia.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Moscas Volantes



A percepção de pequenas manchas ou nuvens movimentando-se dentro do campo de visão constituem as chamadas “moscas volantes”. Geralmente são vistas quando se olha para um fundo claro, como uma parede branca ou um céu azul. Na realidade, as moscas volantes são minúsculos grumos de gel ou células dentro do corpo vítreo, o fluido gelatinoso, que preenche o interior do olho.
Estes objetos dão a impressão de estar diante do olho, mas de fato estão flutuando lá dentro. O que se vê são as sombras projetadas sobre a retina, a camada do fundo de olho que percebe a luz e envia o estímulo luminoso até o cérebro. As moscas volantes podem assumir formas diversas, como pequenos pontos, círculos, linhas, nuvens ou teias de aranha.

O que causa as moscas volantes?

Uma causa comum de moscas volantes é o descolamento do vítreo posterior, o qual pode ocorrer como um processo degenerativo relacionado ao envelhecimento.O processo resulta do espessamento ou contração do gel vítreo, formando grumos ou filamentos dentro do olho. Ao se afastar da parede posterior do olho, o gel vítreo provoca o que conhecemos como descolamento do vítreo posterior.
O descolamento do vítreo posterior ocorre com maior frequência nas pessoas míopes, nos pacientes submetidos à cirurgia de catarata ou à aplicação de laser YAG após cirurgia de catarata, e naqueles que sofreram algum tipo de inflamação ocular.

As moscas volantes são graves?

As “moscas volantes” tornam-se mais frequentes à medida que envelhecemos. O aparecimento de moscas volantes pode causar uma certa apreensão, sobretudo se surgem de repente, entretanto nem todas as moscas volantes são graves. Se o processo se limitar ao vítreo, as moscas volantes podem atrapalhar a clareza da visão, o que pode ser bastante desconfortável, especialmente quando se está lendo, mas não ocasionarão nenhum problema de maior gravidade. Nestes casos, movimentar os olhos, olhando para cima e para baixo, pode ajudar a afastar as moscas volantes do campo de visão que, com o passar do tempo, deixarão de ser tão perceptíveis.
O que preocupa no aparecimento das moscas volantes é a possibilidade de ocorrer uma rasgadura da retina.  Em muitos casos a rasgadura da retina é acompanhada de sangramento para dentro da cavidade vítrea, perceptível sob a forma de moscas volantes ou turvação da visão.
Um buraco na retina é uma condição extremamente grave, já que pode evoluir para um descolamento de retina. A percepção de mosca volante, mesmo que única, de clarões no campo de visão ou a perda da visão lateral devem ser investigadas o mais rápido possível através de um exame com o oftalmologista.

Descolamento vítreo posterior (DVP)Ultrassom- opacidades vítreas e DVP

Este exame, chamado de mapeamento de retina,  requer a  dilatação da pupila, o que poderá dificultar ou impedir as atividades cotidianas por algumas horas. O oftalmologista observará com cuidado o vítreo, a retina e principalmente a parte mais periférica da retina, procurando eventuais lesões que o descolamento do vítreo posterior (DVP), possa ter causado à retina.
Além do mapeamento de retina, a avaliação do vítreo e da retina poderá ser complementada por meio da ultrassonografia ocular, um exame não invasivo, de grande importância no estudo desta condição.

Rasgadura da retinaDescolamento de retina

O que causa clarões de luz?

Clarões de luz ou relâmpagos podem ser vistos quando o gel vítreo traciona a retina. É a mesma sensação de “ver estrelas”, experimentada quando se aperta o olho. O aparecimento súbito de clarões de luz é um sintoma que deve ser investigado imediatamente, devido ao risco de que alguma lesão da retina possa ocorrer.

O que pode ser feito com as moscas volantes?

Em geral, as moscas volantes não necessitam tratamento. Algumas delas podem permanecer no campo de visão, porém muitas diminuem ou desaparecem com o tempo, deixando de incomodar. Nos casos de opacidades densas, causando grande desconforto ou comprometimento da visão, a remoção das opacidades vítreas por meio de procedimento cirúrgico (vitrectomia via pars plana), pode ser considerada.
Também, nos casos em que o descolamento do vítreo vier a causar alguma lesão da retina, o oftalmologista orientará o tratamento que poderá consistir na aplicação de laser para bloqueio da lesão. Nas situações de maior gravidade, que tenham evoluído para um descolamento de retina, o tratamento possivelmente será uma cirurgia a ser realizada o mais rápido possível para evitar um maior comprometimento da visão.

Enxaqueca

Algumas pessoas observam clarões de luz na forma de linhas recortadas ou “ondas de calor” em ambos os olhos, que podem durar de 10 a 20 minutos. Este tipo de clarão é habitualmente causado por um espasmo ou uma contração dos vasos sanguíneos do cérebro, não sendo portanto de origem ocular.
Se os clarões forem acompanhados por dor de cabeça, tem-se uma condição conhecida como enxaqueca. Porém, linhas recortadas ou “ondas de calor” podem ocorrer sem dor de cabeça. Neste caso, os clarões de luz são chamados de enxaqueca oftálmica, ou enxaqueca sem dor de cabeça.

Moscas Volantes e Ansiedade

Assim como diversos outros sintomas que surgem quando estamos ansiosos, os nossos olhos também apresentam alterações. As moscas volantes são mais comuns em pessoas míopes e podem fazer parte da visão sem que percebamos. Contudo, quando ficamos ansiosos, as moscas podem se tornar mais visíveis, justamente por estarmos em constante estado de alerta a qualquer mínima modificação do corpo, fazendo com que tudo que nos for ligeiramente estranho passe a ser um incômodo constante. 
Apesar de ser algo comum a pessoas acima de 45 anos, as moscas volantes podem aparecer na visão de pessoas jovens e têm aparecido cada vez mais devido ao uso contínuo de computadores, tablets e smartphones, sem que exista um limite ou um descanso para a retina. E podem tanto surgir com a ansiedade como ser a causa dela. Paredes brancas, lugares claros, o céu durante o dia são propícios para o avistamento das temidas moscas.

Olho seco

Comum, assim como as moscas volantes, o olho seco também é uma constante nos consultórios ofalmológicos. O clima é um dos fatores desencadeantes, mas o uso de medicamentos para depressão e ansiedade, bem como a própria ansiedade, também podem desencadear olhos secos. As mulheres têm uma probabilidade maior devido aos hormônios, ao uso de anticoncepcional e à maquiagem. 
É recomendado uso de colírio, lágrimas artificiais para manter o olho lubrificado e não causar nenhuma infecção.




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Boas vindas da ansiosa criadora deste blog :)

Meu nome é Natália, sou revisora, trabalho em horário comercial, levo muitos freelas para casa e adoro o que faço. 

Criei este blog no intuito de ajudar pessoas que sofrem dos mais diversos transtornos e, principalmente, ansiedade. Ia fazer um post de introdução, mas preferi começar com um relato.
Eu estou em processo de adaptação do meu remédio, ainda, que tomo há 3 semanas. Em vista do jeito que estava, agora estou bem melhor.

Meu primeiro sintoma foi a falta de ar. Já tinha tido diversos episódios de falta de ar, acompanhada de uma "tontura flutuante". Cheguei a fazer teste para labirintite, foi constatada hiperinsulinemia. Mas, com essa constatação, o fato de que eu só deveria me sentir dessa forma caso estivesse com a glicose baixa, o que não era o caso. Eu me sentia assim o tempo todo e a glicose estava normal na maior parte do tempo.
Depois da falta de ar, veio a visão turva. Parecia que eu não enxergava. Mas só que eu enxergava, era uma impressão de estar em outro plano, diferente do das pessoas ao meu redor.
Como estava tomando isotretinoína na época, muita dor nas pernas, que melhorou com o tempo. Mas, como eu estava viciada em buscar sintomas, qualquer dor que eu sentia, era uma terrível constatação.
Estava certa de que tinha alguma doença grave incurável. 
Depois de tanto procurar sintomas, comecei a ter os mais diversos. Pontadas por todo o corpo, o dia todo. Moscas volantes, ah as malditas moscas volantes! Pontinhos flutuando pelos olhos, principalmente o esquerdo. Coincidentemente, o olho que eu achava que estava enxergando menos.
Ferrou. Idas a hospitais e médicos. Exame de fundo de olho. Mapeamento de retina: nada. Dor no peito. Eletrocardiograma, raio-X: nada. Hemograma: nada. Exames hormonais, do fígado, pâncreas, tireoide, doenças infecciosas. Exames para detectar coágulos, doenças autoimunes: nada. Colesterol? Excelente.
Os médicos diziam "Esses sintomas não se encaixam em nenhuma doença, porque são muito diversos". E eu pensava: e se eu tiver ansiedade E A DOENÇA?
Mais horas em frente ao computador pesquisando, pesquisando, pesquisando. Phd em neuro, cardio e oncologia. 
Depois de relutar e perder a essência de viver, achando que, se dormisse, não mais acordaria, decidi ir ao Psiquiatra. O decreto foi: transtorno de ansiedade generalizada e transtorno obsessivo compulsivo. E a pena: 15mg de escitalopram, 15mg de buspirona e, ocasionalmente, 5mg de diazepam (o Valium). 
O começo foi horrível. Os sintomas pioraram. Crises de pânico.
E sabe o que é pior? As pessoas me dizendo "Você tem que se distrair", "Você tem que não pensar nisso", "Você tem que sair para esfriar a cabeça, fazer algo que você goste". Não me entendam mal, sei que querem ajudar: mas se isso está fora do MEU alcance, quem dirá do de vocês? Não existe palavra possível que possa nos arrancar essa angústia, esse gosto amargo na boca, essa preocupação excessiva.
Os passos são pequenos. A cada coisa que acho no meu corpo, penso ainda estar sofrendo de alguma doença. Manchas roxas, quando minhas pernas doem, desconsiderando que pego muito peso na academia sem esforço, eu ainda acho que existe um motivo diferente, que não este, ou o cansaço (porque não paro 24h) para uma dorzinha. 
Mas, estou caminhando para frente. Já consigo passar parte do dia sem pesquisar nada. Já cheguei a ficar 5 horas seguidas pesquisando e lendo sintomas e, como se não bastasse revirar todo o Google em Português, comecei também a pesquisar em Inglês. 

Tenho muitos relatos sobre mim, sobre minha infância, meus traumas (e a ausência deles). Mas vou aos poucos. Primeiro quero dar boas vindas a todos. Esse espaço é para todo mundo e espero que todos aproveitem. Espero também conseguir ajudar, na medida do possível, aqueles que passaram e passam por situações semelhantes. 

Bem-vindos.